Recorde de 2,3 bilhões de unidades vendidas em 2025 reafirma papel estratégico da Lei nº 9.787 na democratização da saúde; setor estima comercializar 25 bilhões de caixas até o fim desta década
Hoje, 10 de fevereiro, a Lei nº 9.787/1999, que instituiu os medicamentos genéricos no Brasil, celebra seu 27º aniversário em um patamar histórico. O mercado encerrou o ano de 2025 com a comercialização de 2.360.857.706 unidades, representando uma expansão de 8,33% em comparação a 2024. O levantamento, realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) com base em dados da IQVIA, reafirma o papel estratégico do setor na ampliação do acesso à saúde.
Sancionada em 10 de fevereiro de 1999, a Lei dos Genéricos estabeleceu um novo paradigma na saúde brasileira ao garantir o acesso a medicamentos com a mesma eficácia, segurança e qualidade dos produtos pioneiros, porém com custos reduzidos. Ao longo de quase três décadas, essa legislação consolidou-se como a principal ferramenta de democratização do tratamento medicamentoso, beneficiando diretamente o orçamento das famílias e a sustentabilidade do sistema público.
O Cenário em 2025
Os números refletem a maturidade e a confiança do consumidor brasileiro na categoria, que hoje contribui para a posição do Brasil como o 7º maior mercado farmacêutico global:
- Alcance Terapêutico: aproximadamente 90% das doenças conhecidas já possuem tratamento disponível via medicamentos genéricos.
- Marco Histórico de Vendas: em 2025, o setor atingiu o recorde de 2,36 bilhões de unidades comercializadas, consolidando um crescimento de 8,33% em relação ao ano anterior.
- Economia Direta: o desconto médio oferecido pelos genéricos em 2025 foi de 69,83%, superando a média histórica e ampliando o poder de compra da população.
- Tratamentos Crônicos: somente o princípio ativo Losartana (para hipertensão) registrou a venda de mais de 180,5 milhões de unidades no último ano.
- Capilaridade Nacional: a categoria avançou em 24 das 27 unidades da Federação, com participações de mercado que já superam 36% em estados como Pernambuco.
Entre 2020 e 2025, o País comercializou mais de 11 bilhões de unidades de genéricos. A perspectiva para os próximos anos é ainda mais audaciosa: a estimativa do setor é que, até 2030, outras 14 bilhões de unidades sejam vendidas, totalizando mais de 25 bilhões de caixas ao longo desta década.
Para Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos, celebrar os 27 anos desta legislação é, acima de tudo, projetar o futuro de saúde e acessibilidade que o setor segue construindo para o Brasil. “Nossa projeção indica que, até 2028, a economia acumulada para o bolso do brasileiro deve ultrapassar os R$ 500 bilhões, o que representa um fôlego extra de mais de R$ 4 bilhões por mês circulando na economia das famílias. Esse impacto chegará ao patamar impressionante de R$ 632 bilhões em economia total até 2030. Esse alívio financeiro é o que sustenta o crescimento da nossa participação de mercado, que deve saltar de 39,68% em 2025 para 45,12% até o final desta década, consolidando os genéricos como a espinha dorsal da saúde no Brasil.”
Impacto Regional e Protagonismo do Nordeste
A expansão da categoria foi disseminada por 24 das 27 unidades da Federação. O Nordeste mantém o protagonismo, com Pernambuco liderando o ranking nacional de participação (passando de 34,60% para 36,52%). Estados como Rio Grande do Norte (33,13%) e Piauí (32,24%) também permanecem com índices elevados.
| Estados | Participação da categoria em 2024 | Participação da categoria em 2025 | Evolução entre 2025 e 2024 | Estados | Participação da categoria em 2024 | Participação da categoria em 2025 | Evolução entre 2025 e 2024 | |
| Pernambuco | 34,60% | 36,52% | 1,93% | Maranhão | 25,02% | 25,60% | 0,58% | |
| Rio Grande do Norte | 31,67% | 33,13% | 1,46% | Santa Catarina | 23,68% | 25,10% | 1,41% | |
| Piauí | 31,12% | 32,24% | 1,13% | Rio Grande do Sul | 24,12% | 24,92% | 0,80% | |
| Paraíba | 29,84% | 30,82% | 0,97% | Espírito Santo | 23,85% | 24,45% | 0,60% | |
| Minas Gerais | 29,66% | 30,70% | 1,04% | Mato Grosso do Sul | 23,73% | 24,42% | 0,68% | |
| Alagoas | 28,63% | 29,98% | 1,35% | Mato Grosso | 23,73% | 23,61% | -0,12% | |
| Goiás | 28,71% | 29,79% | 1,08% | Roraima | 24,28% | 23,22% | -1,06% | |
| Sergipe | 27,62% | 29,61% | 1,99% | Pará | 22,02% | 22,57% | 0,55% | |
| Bahia | 27,78% | 29,36% | 1,58% | Distrito Federal | 21,26% | 22,16% | 0,89% | |
| São Paulo | 27,59% | 28,57% | 0,98% | Tocantins | 21,88% | 22,05% | 0,17% | |
| Rio de Janeiro | 26,47% | 28,06% | 1,60% | Acre | 20,84% | 21,82% | 0,98% | |
| Ceará | 25,88% | 26,83% | 0,94% | Paraná | 20,62% | 21,36% | 0,74% | |
| Rondônia | 23,44% | 25,73% | 2,29% | Amazonas | 19,07% | 19,14% | 0,07% | |
| Amapá | 20,84% | 18,83% | -2,01% |
Fonte: IQVIA MAT 2025
Outros destaques regionais incluem:
- Norte: Rondônia registrou a maior alta percentual do País, com avanço de 2,29 pontos percentuais, atingindo 25,73% de participação.
- Sudeste: o Rio de Janeiro apresentou um dos maiores crescimentos entre os grandes mercados, subindo para 28,06%. Minas Gerais alcançou 30,70% e São Paulo subiu para 28,57%.
- Sul e Centro-Oeste: Santa Catarina (+1,41 p.p.) e Goiás (29,79%) também registraram trajetórias consistentes de crescimento.
“Os números de 2025 confirmam a consolidação dos genéricos como uma das principais políticas públicas de acesso à saúde no Brasil. Estamos falando de volume, capilaridade e impacto direto no orçamento das famílias,” destaca Tiago.
Entre os dez princípios ativos mais vendidos, destacam-se a Losartana (180,5 milhões de unidades), a Dipirona (121,6 milhões) e a Hidroclorotiazida (78,9 milhões), essenciais para o controle da hipertensão e doenças cardiovasculares.
Os dez princípios ativos genéricos mais comercializados em 2025 foram:
1° Losartana – 180.532.428 unidades
2° Dipirona – 121.666.223 unidades
3° Hidroclorotiazida – 78.937.405 unidades
4° Tadalafila – 75.117.628 unidades
5° Nimesulida – 66.005.683 unidades
6° Simeticona – 55.621.217 unidades
7° Enalapril – 51.388.608 unidades
8° Sinvastatina – 48.239.025 unidades
9° Anlodipino – 43.868.009 unidades
10° Atenolol – 42.228.583 unidades
O ranking evidencia a forte presença da categoria no tratamento de hipertensão, doenças cardiovasculares, dislipidemias e condições agudas de alta prevalência, ampliando o acesso terapêutico em todo o País.
Atualmente, o mercado brasileiro conta com 539 princípios ativos disponíveis e 4.859 apresentações comercializadas, refletindo a maturidade e a amplitude do portfólio.
Sobre a PróGenéricos
Fundada em janeiro de 2001, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) congrega os principais laboratórios que atuam na fabricação e na comercialização desses produtos no País. Sem fins econômicos, a organização canaliza as ações de suas associadas, promovendo e corroborando o debate público em torno de questões relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica no Brasil.
Articulando-se com diversos setores da sociedade e com instituições públicas e privadas, a PróGenéricos canaliza as ações de suas associadas, promovendo e corroborando o debate público em torno de questões relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica no País.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – PRÓGENÉRICOS
Contato: Sarah Farias – (61) 99816-0852
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