Prati-Donaduzzi lança empagliflozina genérica e amplia opções para tratar diabetes tipo 2

Medicamento também pode beneficiar pacientes com insuficiência cardíaca e doença renal crônica

A Prati-Donaduzzi amplia seu portfólio para o tratamento do diabetes tipo 2 com o lançamento da empagliflozina genérica. O medicamento, vendido sob prescrição médica, ajuda a controlar o açúcar no sangue e também tem aplicações no cuidado de adultos com insuficiência cardíaca e doença renal crônica. O lançamento chega nas concentrações de 10 mg e 25 mg, em embalagens com 30 comprimidos.
O diabetes tipo 2 representa mais de 90% dos casos de diabetes no mundo, segundo o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), publicado em 2025. O documento estima que 588,7 milhões de adultos entre 20 e 79 anos viviam com diabetes no mundo em 2024, considerando todos os tipos da doença.

No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas vivem com diabetes, conforme estimativa divulgada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) em 2025. Outro dado da IDF aponta que aproximadamente 31,9% dos adultos brasileiros com diabetes desconhecem o diagnóstico, o que reforça a importância da identificação precoce e do acompanhamento médico.

A chegada do genérico da Prati-Donaduzzi amplia as opções disponíveis para esse cuidado. A farmacêutica utilizará sua estrutura própria de distribuição nacional, com 30 centros, para abastecer as farmácias — somando o lançamento a um portfólio que já inclui metformina, glimepirida e glibenclamida.

“Quando falamos em doenças crônicas, precisamos olhar para um tratamento que fará parte da vida da pessoa por muitos anos. O avanço científico precisa ser acompanhado de condições para que esse cuidado não apenas chegue ao paciente, mas tenha continuidade. É nessa conexão entre inovação e acesso que os genéricos têm um papel estratégico”, afirma Juliana Mendes, gerente de Marketing da Prati-Donaduzzi.

Além do açúcar no sangue

De acordo com Larissy Degani, médica e consultora da Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, o tratamento do diabetes evoluiu para, além de controlar o açúcar no sangue, ajudar a proteger órgãos afetados pela doença.

“A empagliflozina reúne benefícios para o coração e os rins em pacientes com indicação para seu uso. O medicamento favorece a eliminação de glicose pela urina e, em determinados grupos de pacientes, pode reduzir o risco de morte cardiovascular, de internações por insuficiência cardíaca e de progressão da doença renal crônica. A indicação depende da avaliação médica”, explica.
Tratamento faz parte de uma rotina de cuidados

Além dos medicamentos, o acompanhamento do diabetes envolve alimentação adequada, atividade física e consultas regulares. A combinação dessas medidas ajuda a controlar a doença e a reduzir o risco de complicações.

“Um dos desafios é manter o cuidado mesmo quando a pessoa se sente bem. O diabetes pode evoluir sem sinais evidentes, e a ausência de sintomas não significa que o problema esteja sanado. O acompanhamento regular permite avaliar como o organismo está respondendo e ajustar o tratamento quando necessário”, orienta a doutora Larissy.

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