Mercado

O Brasil conta hoje com 94 fabricantes de genéricos, responsáveis por mais de 2.335 registros de medicamentos, que derivam mais de 4.610 apresentações comerciais. O faturamento do setor, próximo dos 14,2 bilhões de reais PPP em 2021, deve avançar acima dos 10% em 2022, puxando o aumento das vendas de todo o restante da indústria farmacêutica brasileira, que crescerá aproximadamente 14% em valores.

Entre as 10 maiores farmacêuticas instaladas no país, todas possuem linha de fabricação de medicamentos genéricos; ou seja, empresas que desenvolveram e respondem pela comercialização de produtos de marcas conhecidas internacionalmente passaram a se dedicar também à fabricação de genéricos.

Do ponto de vista econômico, os genéricos também proporcionaram avanços sem precedentes para a indústria farmacêutica no Brasil. O rigor regulatório que garante a qualidade desses medicamentos demandou investimentos superiores a 1,5 bilhão de reais nos últimos 10 anos em ampliação e construção de unidades fabris.

Genéricos no Brasil

Os genéricos respondem por 35,66% das vendas em unidades no conjunto do mercado farmacêutico brasileiro. Em países como Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, onde o mercado de genéricos já está mais maduro, a participação desses medicamentos é de 51%, 62%, 57% e 74%, respectivamente. Nos EUA, onde os genéricos têm mais de 50 anos de existência, o índice é de aproximadamente 60% de participação em volume.

No Brasil existem medicamentos genéricos para o tratamento da maioria das doenças conhecidas. Entre elas, estão males do sistema cardiocirculatório, do aparelho digestivo/metabolismo, do sistema nervoso central e do sistema urinário/sexual, bem como problemas dermatológicos, oftalmológicos e oncológicos.

Há medicamentos genéricos contraceptivos, anti-inflamatórios hormonais e não hormonais, anti-helmínticos/parasitários, anti-infecciosos, antitrombose, para anemia etc.

Genéricos no mundo

O mercado mundial de genéricos cresce aproximadamente 10,8% ao ano e movimenta entre US$ 135 bilhões e US$ 150 bilhões. No mercado mundial, os Estados Unidos têm especial destaque, com vendas de genéricos da ordem de US$ 42,5 bilhões.

Os genéricos correspondem a 60% das prescrições nos EUA e custam de 30% a 80% menos que os medicamentos de referência. De acordo com a Associação Americana de Medicamentos Genéricos (GPhA), os consumidores do país economizaram em torno de US$ 239 bilhões, em 2013, com a aquisição desses produtos. Na última década, a economia acumulada atingiu US$ 1,46 trilhão.

Autoridades da França, da Espanha, dos Estados Unidos e de outros mercados já exigiram medidas que trouxessem as versões genéricas dos produtos farmacêuticos para o mercado mais rapidamente, a fim de ajudar a deter a tendência de elevação dos preços dos medicamentos.

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